Técnico-Administrativo em Educação (TAE)
- Apresentação
O presente manual tem como finalidade orientar os servidores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) que se encontram em estágio probatório acerca do processo de acompanhamento e avaliação de desempenho nesse período.
- Definição
Estágio probatório é o período de 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício do servidor nomeado para cargo efetivo, durante o qual seu desempenho é acompanhado e avaliado de forma contínua, por meio de ciclos avaliativos, considerando fatores legais previamente estabelecidos, com a finalidade de verificar sua aptidão, capacidade e adequação ao cargo, bem como sua aptidão para a aquisição da estabilidade no serviço público.
- Competências do Servidor:
No âmbito do estágio probatório, compete ao servidor avaliado:
I – desempenhar suas atribuições com ética, integridade, eficiência, iniciativa, compromisso e responsabilidade;
II – dialogar com a chefia imediata sobre eventuais necessidades, especialmente aquelas relacionadas às condições de trabalho e aos recursos de acessibilidade para servidores com deficiência;
III – conhecer e cumprir as normas, os procedimentos e os regulamentos internos do órgão ou da entidade e da unidade onde irá atuar;
IV – cadastrar e manter atualizado o seu currículo no Currículo e Oportunidades do SOU.GOV;
V – buscar desenvolver as competências necessárias à consecução da excelência na atuação do seu órgão ou da sua entidade;
VI – participar do programa de desenvolvimento inicial de que trata o art. 9º do Decreto nº 12.374, de 6 de fevereiro de 2025;
VII – observar os prazos dos ciclos avaliativos, dos pedidos de reconsideração e de recurso para fins de estágio probatório;
VIII – dar ciência dos resultados das avaliações para fins de estágio probatório;
IX – participar de forma ativa em cada ciclo avaliativo, envolvendo-se em todas as etapas do processo;
X – pactuar com a sua chefia imediata momentos de retorno contínuo sobre o seu desempenho, inclusive com a indicação de necessidades de desenvolvimento e;
XI – demonstrar abertura ao retorno recebido durante os ciclos avaliativos, utilizando as orientações fornecidas como oportunidades de melhoria e desenvolvimento pessoal e profissional.
- Procedimentos Iniciais do Estágio Probatório
O estágio probatório tem início a partir da entrada em exercício do servidor, momento a partir do qual se inicia o acompanhamento formal de seu desempenho funcional.
A primeira etapa do processo ocorre no acolhimento institucional do servidor, realizado pela chefia imediata e/ou pelos servidores vinculados à área de Gestão de Pessoas do campus ou da Reitoria. Esse momento é fundamental para a integração do servidor à unidade, à equipe de trabalho e às rotinas institucionais, bem como para o repasse das orientações iniciais relacionadas ao estágio probatório.
No ato da recepção e, posteriormente, por meio de comunicação institucional encaminhada por correio eletrônico, o servidor deverá ser orientado quanto à obrigatoriedade de inscrição no Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI), conforme previsto na legislação vigente. Cabe à chefia imediata reforçar essas orientações e pactuar com o servidor a realização do programa, acompanhando o cumprimento da carga horária mínima exigida em cada ciclo avaliativo.
A adequada orientação inicial e o acompanhamento tempestivo da participação do servidor no Programa de Desenvolvimento Inicial constituem medidas essenciais para o regular andamento do estágio probatório, uma vez que a conclusão do programa é requisito indispensável para a homologação do resultado final do estágio probatório.
- Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI)
O Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI) é uma ação obrigatória de desenvolvimento destinada aos servidores em estágio probatório, e tem como objetivo promover a ambientação institucional e o desenvolvimento de competências essenciais para o exercício do cargo público.
5.1 Responsável pela oferta
Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
5.2 Responsabilidade do servidor
Cabe ao servidor realizar a inscrição, participar do programa e solicitar o aproveitamento das atividades realizadas, observando os prazos estabelecidos.
5.3 Prazos mínimos
- até o final do primeiro ciclo avaliativo: realização de, no mínimo, 50% da carga horária total do PDI;
- até o final do segundo ciclo avaliativo: conclusão da carga horária total.
5.4 Impacto na avaliação
O não cumprimento dos percentuais mínimos do PDI deverá ser considerado pela chefia imediata na avaliação dos fatores responsabilidade e disciplina, conforme as justificativas apresentadas pelo servidor.
5.5 Condição para homologação
O estágio probatório não será homologado sem a conclusão integral do Programa de Desenvolvimento Inicial.
- Avaliação de Desempenho no Estágio Probatório
A Avaliação de Desempenho no Estágio Probatório é o instrumento por meio do qual a gestão acompanha, de forma contínua e objetiva, o desempenho funcional do servidor durante os primeiros 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício no cargo, com vistas à verificação de sua aptidão para a aquisição da estabilidade no serviço público.
A avaliação é operacionalizada por meio do AvaliaGov, módulo de avaliação integrado ao aplicativo SouGov, observando critérios objetivos, prazos previamente definidos e a participação de diferentes atores no processo. As orientações detalhadas, com o passo a passo para utilização do sistema, encontram-se no Anexo II – Tutorial Servidor AvaliaGov.
6.1 Duração e ciclos avaliativos
O estágio probatório tem duração de 36 meses, contados a partir da data de início do efetivo exercício, e a avaliação de desempenho é organizada em três ciclos avaliativos, realizados nos seguintes marcos temporais:
- 1º ciclo: após 12 meses de efetivo exercício;
- 2º ciclo: após 24 meses de efetivo exercício;
- 3º ciclo: após 32 meses de efetivo exercício.
Embora os ciclos possuam marcos definidos, a apuração do desempenho é contínua, devendo a chefia acompanhar o servidor ao longo de todo o período.
6.2 Atores envolvidos na avaliação
A avaliação de desempenho no estágio probatório é realizada de forma compartilhada, envolvendo:
- a chefia imediata, principal responsável pela condução do processo avaliativo;
- o próprio servidor, por meio da autoavaliação;
- os pares da equipe de trabalho, quando houver, desde que atendidos os critérios normativos (mínimo de três e máximo de cinco servidores estáveis com pelo menos seis meses de atuação na mesma equipe).
Na ausência ou impedimento da chefia imediata, a avaliação deverá ser realizada pela chefia substituta ou, inexistindo esta, pela autoridade hierarquicamente superior.
6.3 Fatores e critérios de avaliação
Cada fator é composto por descritores objetivos, definidos no Anexo I aos quais são atribuídas pontuações inteiras, conforme o desempenho observado ao longo do ciclo avaliativo. A pontuação máxima de cada ciclo é de 100 pontos.
6.4 Pontuação e pesos
A composição da nota final de cada ciclo avaliativo observa os seguintes pesos:
- quando houver avaliação por pares:
- 60% da pontuação atribuída pela chefia imediata;
- 25% atribuída pelos pares;
- 15% atribuída pelo próprio servidor;
- 60% da pontuação atribuída pela chefia imediata;
- quando não houver avaliação por pares:
- 72,5% atribuída pela chefia imediata;
- 27,5% atribuída pelo próprio servidor.
- 72,5% atribuída pela chefia imediata;
6.5 Fluxo da avaliação no sistema
Ao completar o tempo correspondente de cada ciclo avaliativo, o sistema notificará automaticamente a chefia imediata, a quem caberá realizar os ajustes necessários no sistema e prepará-lo para o início do processo de avaliação.
Compete à chefia, dentro do sistema:
- indicar ou dispensar a avaliação por pares, quando aplicável;
- informar a quantidade de horas realizadas no Programa de Desenvolvimento Inicial;
- acompanhar a realização das avaliações pelo servidor e pelos pares.
O prazo para a realização das avaliações pela chefia, pelo servidor e pelos pares é de 30 (trinta) dias. Após esse período, o sistema processa as notas e o servidor é notificado para dar ciência do resultado.
6.6 Ciência
O servidor dispõe do prazo de 7 (sete) dias corridos para dar ciência do resultado da avaliação no sistema.
6.7 Reconsideração
Após a ciência, o servidor poderá apresentar pedido de reconsideração à chefia imediata e aos pares, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contado da data da ciência, quando entender cabível.
A chefia imediata e os pares serão notificados para análise do pedido, dispondo do prazo de 30 (trinta) dias para manifestação. Caso o pedido seja deferido integralmente, a avaliação será considerada encerrada. Na hipótese de indeferimento total ou parcial, caberá ao servidor a interposição de recurso. Não havendo manifestação da chefia imediata e dos pares no prazo estabelecido, o pedido será encaminhado automaticamente para a fase recursal.
6.8 Recurso
Na hipótese de o pedido de reconsideração ser indeferido ou deferido parcialmente, o servidor será devidamente notificado. O servidor deverá dar ciência da notificação de reconsideração no prazo de 7 (sete) dias corridos, contado do recebimento da notificação. Após a ciência, iniciar-se-á o prazo de 30 (trinta) dias para a interposição de recurso. A ausência de ciência no prazo estabelecido implicará a finalização automática da avaliação.
6.7 Resultado final e homologação
Ao término do terceiro ciclo avaliativo, a Comissão de Avaliação Especial de Desempenho consolidará os resultados dos três ciclos por meio da média aritmética das notas, emitindo parecer conclusivo.
Será considerado aprovado no estágio probatório o servidor que:
- obtiver nota final igual ou superior a 80 pontos; e
- concluir integralmente o Programa de Desenvolvimento Inicial.
O resultado final será submetido à homologação da autoridade máxima da Universidade e publicado no Diário Oficial da União.
- Fundamentação Legal
a) Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
b) Decreto nº 12.374, de 6 de fevereiro de 2025;
c) Instrução Normativa SGP/MGI Nº 122, de 21 de março de 2025;
d) Instrução Normativa SGP/MGI Nº 59, de 13 de fevereiro de 2026;
e) Portaria nº 4443/GR/UFFS/2026